quinta-feira, 8 de maio de 2008

Porque já é hora de inventar qualquer coisa...

Vejo algo em forma de círculo,
Descontinuo,
Cores,
Vejo cores,
São cores,
Várias cores,
Ocupo o lugar de uma delas,
Não consigo discernir qual.

Uma porta,
Entreaberta,
Fechada pela ignorância inocente.
Fumo branco,
Olhos em chamas,
Num olhar que é de gente.

E volta a abrir-se…

E a brisa decidida,
E/mas inócua,
Aumenta o “não saber ” comprimido.
E anjos sedentos,
Fecundos,
De bem,
Suspiram por entre o vazio das cores.
De quem?

Já não vejo,
Lá ao fundo,
Tudo está do outro lado,
Algo está para lá, imundo,
Mas não vejo,
Embora ardente.

Quero ver, não ser visto,
Uma cor transparente.

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