Invento…
Não porque quero,
Porque não quero,Necessidade!
Vivo de inventar…
Invento que não sei inventar…
E sou eu,
Como me queres,
Como não me queres,
Não quero,
Como não sei!
Invento o viver…
Ignoro a verdade…
Vivo a invenção.
Eu.
Eu.
Ninguém.
Agora.
Na mentira.
(Em surdina, talvez mudo, bafejando-te ao ouvido…)
Não me ouves?
Porque não ouviste?
Não o quis, inventar,
Porque não gritei:
Eu!
Tu!
Minha!
Sempre!
(Acredita em mim,
acredita em nada!
O que ganhámos,
queremos ter ganho,
perdendo, sem perder):
- Na nossa verdade!
(Não consegui inventar...
Que não inventei)!
Eu,
- Quem desistiu?
Não fui!
FIM
(sequelas, sem sequela)
.
Yerka, Jacek

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