quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Corações

Decido enviá-la à noite, sob as luzes da ribalta,
de braço em braço e os olhos nos olhos envidraçados.
Provavelmente não quererias uma surpresa, ou não ficarias para assistir.
Com toda a certeza tropeçarias de forma despercebida omitindo o sol, por não gostares de notoriedade.

(Ficaste, onde nada preparei por não acreditar)
Outro reflexo não-inocente, queda elegante na vida dos hábeis.

Ernst, Max

1 comentário:

O amor perfeito de um anjo disse...

Caminhamos nesta história, acrescentando degraus noite após noite, na memória perdida algures lá "atrás". E o dia assalta-nos com a nostalgia da construção nocturna. Porque o luar esclarece as origens e os destinos que brincam ao "esconde-esconde" do espírito inquieto. E os olhos fechados (sim, sentindo), depois do sono e antes do sonho, conseguem ver o que a alma tanto procura.

Sobram as letras, reminiscências do que não foi dito, escrito ou escutado, elevam-se os sonhos, na ânsia infinitamente real de os tornar palpáveis. E Enquanto as palavras forem cativas os passos prendem-se nas esquinas cegas do caminho que não apresenta nem início nem fim...

É bom voltar, de vez enquanto a este lugar.

bjs :)