terça-feira, 23 de setembro de 2008

Hora aleatória

E em instantes aqui me vejo chegado…
Onde estou sem ter recuado,
onde descanso depois do regresso!
Em ambas as conjunturas te encontro…

Mas na verdade, não consegui ver por ti, tentei,
não fui capaz de por ti percorrer…

Já em desespero,
experimentei aplicar uma inovação científica que vi num dos filmes que não vimos,
adiantando o futuro, presenciando o destino...
Como sabes no entanto, nunca tive vocação para trabalhos manuais,
e aquelas rodinhas são demasiado pequenas para os meus dedos...
(Ou apenas falta de sorte)

               Dali, Salvador

Decido então (completamente ao acaso, por de nada mais me lembrar)
deixar o relógio executar a tarefa para a qual o destinaram…
Vou esperar que esse tempo pare (em ti)
e perceber se também regressaste!
(Mesmo sem ter a certeza que tenhas ido)

Entretanto…
Vou comprar laranjas e aproveito, uma vez que fica em caminho, e passo na relojoaria para ver se o relógio tem concerto!

(É pena já ser tão tarde, mas com sorte ainda encontro alguém que perceba de relógios e/ou acredite que o destino não tem horas...)

Faz-me falta uma laranjeira...

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