Não tenho asas e andar de avião faz-me mal aos ouvidos!
(Ouço ruídos cuja proveniência conheço
óbvia.
Tanto para fazer e nada se aproxima)!
A única razão para ainda aqui estar
E saber
Conseguir
É a tarde, a noite, hoje
O amanhã que já sei!
Mesmo sem fome, vou
Tenho saldo e não fico muito mais tempo!
A felicidade dilui-se na alegria que descubro!
O ruído que deixo ensurdecer-me
Também por isso
Obriga-me a não pensar…
Quase em silêncio…
- Vens?
- Vou já… (Uma sandes mista e um néctar de pêssego)!
Ai rotina, também vais porquê?
- Não vou!
Depois vou comprar
(- Já sei, laranjas!)
tampões...
E o amanhã foi diferente!
(- Ou asas)!
(Talvez mesmo asas,
não só pelos ouvidos,
não gosto de aviões)!
Mas por agora, ainda vou...
Miró, Juan

1 comentário:
Para voar não é preciso asas nem aviões.
No universo da fantasia, as portas abrem-se de par em par, convidam-nos a entrar, a descobrir as sensações escondidas no fundo da nossa mente.
A alma, desenha com cores diversas a paisagem, a floresta e o mar. Aqui, o ar é perfumado, e cheio de sons suaves, uma melodia natural, que nos embala suavemente.
A noite e o dia coexistem numa harmonia perfeita de sombras e luzes, dando um brilho particular à atmosfera que nos rodeia.
Neste lugar, esquecido, escondido, um jardim secreto, cujo caminho se oculta por detrás dos sonhos não sonhados, das emoções não sentidas, convida-nos a sentir sem o corpo, tudo aquilo que nos rodeia.
Aqui, neste lugar mágico, somos etéreos e o tempo, não marca os compassos da vida.
A beleza que nos afaga a alma é um presente constante do nosso sonho de criança.
Na vida, procuramos sempre encontrar-nos, mas é nos sonhos que descobrimos a essência do nosso ser, é dentro deles que guardamos a vida eterna que sempre ambicionamos ter.
Encontrar-me aqui, comigo mesmo, é tocar o limite entre a realidade e o sonho, atravessar a barreira que separa uma dimensão da outra e ser capaz de reinventar a vida a partir da própria essência do ser.
Hoje, depois de sonhar, renasci, como a semente, que hibernou com a chegada do Outono, com o frio do Inverno, e que a Primavera fez acordar, de um sonho lindo, para se fazer vida e dar o fruto que alimenta os corpos. Estes são os sonhos da vida, esta é a vida dentro dos sonhos, o alimento para a alma, o fôlego para uma nova jornada.
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