1. Gosto de adormecer baloiçado pela brisa sonora de umas quaisquer notas vocais… de mulher loira, aparentando ter sido picada por abelhas numa determinada região da sua silhueta… Gosto de adormecer a ver TV, pronto! Com muito tacto, programo o desligar, da caixa falante, do dia… Mas, na verdade, há muito que sou menos feliz, por não desfrutar de tão simples contentamento… Tudo começou (terminou) no dia em que acordei com o “fim do dia”, e voltou a repetir-se, incorporando-se, de forma viscosa, no meu “universo axiomático”…
2. Não gosto de confusões… Não gosto de seringas… Tenho o dom de fugir de ambas… Nunca disputei um duelo musculada... Em espaços físicos noturnos de alcoolização premeditada, por exemplo, peço desculpa a quem, inadvertidamente, ou não, estica ligeiramente o braço num ângulo recto com a parede e com o meu abdómen, não atingindo os dois… ou quando um pé, de número 38, se “sobrepõe” ao meu 45… Sou assim, gosto de confusões filosóficas ou pseudo-intelectuais… Corro o risco, no entanto, de um dia destes que compõem o nosso calendário gregoriano, me deparar com uma situação que vou tentar resumir numa única e hipotética expressão, de desespero controlado, para não augurar…
- Desculpe estar exactamente aqui, onde deveria baloiçar apenas esse seu, agora também meu, magnífico punhal!
Esqueci-me do 3º acto, neste espaçamento, implícitos, minutos longos de raciocínio inócuo…
Gosto do improviso, com sinceridade, vivo dele… por ele…
3. “Desempate por intermédio da transformação de pontapés da marca de grande penalidade”!
E agora, ganhando balanço atrás, vou partir para a conversão de mais uns “penaltis”, sem paradinha, na Paz…
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